A leveza de ser grande quando o peso pode ser uma escolha

Por anos, as mulheres estiveram subjugadas à imagem e aparência. No século passado e nos anos iniciais deste que vivemos, a questão proeminente foi um corpo magro e delgado, quase como um objetivo de vida.
Agora, porém, as coisas começam a mudar
Foto: Carla Zigon

Ser magra foi uma questão de existência para mulheres e adolescentes durante muito tempo. Mas elas mesmas estão liderando esta mudança social e cultural sobre o estereótipo de beleza. Protagonistas das suas vidas e de suas relações, sejam profissionais ou pessoais, as mulheres não querem mais se deixam inibir por um padrão ideal de corpo baseado nos seus quilos. Porque, afinal, é ideal para quem?

O “Fala Feminina” conversou com três personagens que explicam como esta ruptura vem acontendo e quis as suas razões. São mulheres que estão se fortalecendo e se empoderando a despeito de ainda existir muita gordofobia, o preconceito com o corpo gordo e fora do arquétipo ideal. São mulheres que cresceram profissionalmente e não se limitaram pelos padrões impostos aos seus corpos. É um aspecto do feminino e do feminismo, como veremos a seguir. Voilá!

Quem fala:

A autoimagem, o reconhecimento de si mesma e a transformação consequente da soma destes fatores são aspectos comuns entre as histórias de Pri Chagas e Thaíssa Vaccaro. A primeira é professora, pesquisadora, blogueira e modelo plus size enquanto a segunda atua como psicanalista de adolescentes, adultos, casal e família. Ambas relatam os desafios e a trajetória do autoconhecimento para a superação de números e medidas que foram impostas ao longo de suas vidas. Parte da revolução pessoal de Thaíssa, vem da experiência que compartilhou com a fotógrafa Carla Zigon, especialista em fotos de bodouir.

Acadêmica, blogueira, modelo: Gorda e feminista

Professora de museologia, área em que se formou na UFRGS, Pri Chagas conta que sofreu com idas e vindas na balança até encontrar seu momento de transformação. Ela é doutoranda na UFPEL e se autointitula no Instagram, onde tem quase 3,5 mil seguidores, de “gorda e feminista”.

“Lembro de ter uma infância dentro da escola muito positiva, mas também tinha muito bullying, porque fui uma criança acima do peso até certa idade. Lembro de no Ensino Fundamental sofrer muito bullying em relação ao meu corpo e, depois, quando fui ficando mais pré-adolescente, isso foi mudando”, conta Pri, que já foi capa da revista “Donna”, do jornal Zero Hora.

A vida como modelo surgiu em 2015, concomitantemente à docência, pesquisa e consultoria de projetos culturais para museus. Na época, Pri fez umas fotos com o amigo Yuri Rupental para o projeto “Diva-me” e o sucesso nas redes sociais à levou ao conhecimento de grandes marcas.

“A partir dessas fotos, que postei no Instagram, alguns lugares começaram a me chamar. Um deles foi o concurso Top Model Plus Size, que foi como cheguei ao meio da moda. Esse concurso me possibilitou conhecer necessariamente o que era isso, a moda plus size, que era uma coisa muito nova pra mim, eu não tinha essa noção. A partir dali, conheci algumas agências de modelo, fiz novas fotos… Sempre postando nas redes sociais”.

Em seguida, ela despertou o interesse de outras agências e começou a ser chamada para fazer alguns testes. A “virada”, no entanto, aconteceu em 2017, quando foi chamada para fazer um teste para um comercial da revista Donna, que marcou um reposicionamento da publicação. “Depois disso, as coisas começaram a acontecer, foi aí que criei essa nova profissão, que não tinha até o momento, que era de modelo, e um pouco de atriz, porque depois eu acabei fazendo outros comerciais e percebi que a extroversão como professora me ajudava bastante a atuar nesses testes e como modelo fotográfica”, detalha, Pri, que agora concilia a vida de pesquisadora com a nova ocupação.

“Muitas pessoas que me conhecem da academia acham surpreendente esse fato de que eu sou modelo quando veem alguma propaganda ou um trabalho circulando, e ao mesmo tempo quem me conhece na moda se surpreende por toda minha trajetória dentro da academia”.

Vida afetiva, relacionamentos abusivos e papel social

Em relação à vida afetiva e corpo gordo, Pri fala que sempre foi muito namoradeira, começando a se relacionar com 15 anos. “O ponto negativo é que quanto menos satisfeita com meu corpo estava, quanto mais adoecia por estas questões de padrão de beleza e autoestima, mais eu me vinculava a homens e relacionamentos abusivos. Isso se tornou evidente nos últimos cinco anos e, atualmente, estou solteira justamente porque realmente meu foco é minha vida profissional. Eu estou bastante dedicada não só à minha carreira mas à militância também”.

Para Pri, há uma função social envolvida na docência na área da cultura e educação, assim como ser modelo plus size. “A gente está militando por causas sociais e por causas de quebra de padrão de beleza, para que as mulheres realmente possam se sentir livres e encorajadas a ser quem elas são. E quanto mais a gente fica consciente disso, mais fica exigente em relação aos nossos relacionamentos. Então, não poderia me relacionar hoje com um homem que não entendesse a prioridade que dou à minha vida profissional e que não entendesse os meus novos posicionamentos e novos olhares sobre a mulher, a liberdade da mulher, essa força da mulher, o respeito que eu quero ter enquanto mulher, enquanto profissional, enquanto pessoa. Me identifico como uma mulher feminista e não poderia me relacionar com alguém que não respeitasse quem eu sou e respeitasse as minhas profissões e as minhas militâncias. Afetivamente estou bastante próxima de amigos e por enquanto estou bastante feliz e satisfeita assim”, explica.

“Eu não poderia me relacionar hoje com um homem que não entendesse a prioridade que dou à minha vida profissional e que não entendesse os meus novos posicionamentos e novos olhares sobre a mulher, a liberdade da mulher, essa força da mulher, o respeito que eu quero ter enquanto mulher, enquanto profissional, enquanto pessoa. Me identifico como uma mulher feminista e não poderia me relacionar com alguém que não respeitasse quem eu sou e respeitasse as minhas profissões, e as minhas militâncias”.
Pri Chagas, professora universitária, pós doutoranda e modelo, 31 anos

Desconstrução e alimentação como válvula de escape

Sobre a relação com a comida, depois de ter feito terapia e de ter passado por toda a desconstrução que ainda está vivenciando, Pri percebe que após anos usando a alimentação como válvula de escape para diferentes frustrações, consegue apreciar a comida e a gastronomia.

“Por um tempo a comida não era vista como algo positivo porque sempre tive muita facilidade para engordar por questões de metabolismo. Então tinha uma relação muito ruim com o meu corpo e eu associava a comida a algo ruim. A comida acabava me adoecendo por que ou eu comia demais ou não comia nada”, fala. “Então tive transtorno alimentar na minha adolescência e no início da vida adulta. A relação com a comida não era saudável e isso tem tudo a ver com essa obrigação que a mulher tem de se enquadrar num determinado tipo de corpo, como se todas as pessoas conseguissem ter ou ser o mesmo biotipo, o que não existe. Hoje entendo isso. Então consigo compreender que tinha compulsão alimentar e atualmente trabalho essa questão. Agora consigo apreciar, comer bem sem passar mal e também não me privo de comer absolutamente nada. Hoje eu não vivo de dieta!”.

Relação com as seguidoras

Pri diz que a relação com as milhares de seguidoras é bastante positiva. “Tem essa troca, tem carinho, tem ajuda, uma posta uma coisa que ajuda a outra. Me vejo mais como uma grande amiga virtual de todas essas mulheres e elas são minhas amigas e eu sou amiga delas. A gente vai trocando informações, ideias, estratégias e sobrevivendo num mundo que é preconceituoso, num mundo que é machista, que é gordofóbico. A gente tá aí, colocando a cara a tapa, eu sei que eu e outras várias mulheres, nós somos a linha de frente de uma discussão bastante contemporânea. Às vezes a gente recebe mensagens ruins, recebe ódio, recebe preconceito, recebe intolerância, não só eu como outras mulheres que recebem bem mais. Quanto mais a gente se expõe, mais está passível de receber isso, mas hoje excluo, bloqueio, e só penso no positivo. Às vezes não posto nada, depende de como está meu dia, por isso que também não me considero uma blogueira. Eu sou uma mulher que uso as plataformas para falar com algumas pessoas e sou quem sou”.

Ficha técnica ensaio Pri Chagas
Fotos: Carla Zigon
Cabelo: Joseph Lossalda
Beleza em casa (aplicativo): Beca
Roupas: Chica Bolacha
Lingerie (feira plus size): Viviane Lemos

Autoestima e transformação

“A minha relação com a comida dura a vida inteira. Não tenho lembrança de não ter essa relação. Eu era muito pequena e já tinha preocupação com o peso. Eu escutei sempre, e muito, que era gorda. E acreditei nisso. Só que hoje eu olho fotografias da minha infância e percebo que até uns seis anos era uma criança normal, não era gorda”, diz a psicóloga Thaíssa Vaccaro, de 40 anos, que teve uma epifania ao fazer um ensaio fotográfico sensual. A história dela é a de muitas mulheres: um vaivém de dietas durante toda a vida, passagens por médicos, uma verdadeira via-sacra para chegar ao corpo que achava que devia ter.

Thaíssa esteve em diferentes fases da vida dentro dos famosos padrões, mas ainda assim era considerada gorda. “Eu fiz dietas, muitas vezes, fui muito julgada, me senti mal por muitos anos, me senti rejeitada, apontada por pessoas que sempre considerei importantes para mim, como uma mulher feia. Ouvia que ninguém ia me querer. Era uma relação abusiva, na verdade. Em vez da pessoa dizer pra mim que tinha medo de me perder, dizia que eu era feia. Tudo mudou quando conheci meu marido, que sempre me achou bonita e acreditou em mim, no meu potencial, nas minhas capacidades. Ele sempre me olhou, não com o olhar de quem está olhando pelo lado de fora, mas pelo lado de dentro. E isso foi me encorajando muito a me libertar desses medos e desse julgamento que eu acabava pegando pra mim. Como se eu aceitasse e concordasse com esse julgamento”, diz sobre quando começou a se aceitar.

Para a psicoterapeuta, a questão da aparência era sempre difícil, um calo no pé, porque ficava tentando provar para si mesma que era bonita “apesar” de ser gorda. “A palavra gorda sempre me doeu muito, sempre foi um ponto frágil, desde que era criança. Então, um dia, uma colega, uma pessoa que eu quero muito bem e admiro muito e que já é mãe de filhos adultos e tal, contou para umas colegas que tinha feito um ensaio, tinha o nome de ‘boudoir’”, diz sobre o ensaio sensual que resolveu fazer pra si e para o marido.

“A palavra gorda sempre me doeu muito, sempre foi um ponto frágil, desde que eu era criança. Então, um dia, uma colega, uma pessoa que eu quero muito bem e admiro muito e que já é mãe de filhos adultos e tal, contou para umas colegas que tinha feito um ensaio, tinha o nome de boudoir”.

Thaíssa Vaccaro, psicoterapeuta, psicanalista de adolescentes, adultos, casal e família, 40 anos

Reconhecendo o próprio corpo

Thaíssa procurou Carla Zigon, especialista em fotos de bodouir, fotografias sensuais feitas em um local intimista, como um quarto. “Eu dizia: ‘quero fazer, mas como é tua experiência com uma pessoa plus size’? ‘Eu não sou nenhuma dessas mulheres lindas que tu fotografa’. E ela me disse logo: ‘‘como assim, tu não é?’ Então ela respondeu todas minhas perguntas e conversei com ela por bastante tempo. Falei a respeito dessa relação com a comida e ela me acolheu, incentivando”, revela Thaíssa.

Escondida do marido, ela resolveu fazer o ensaio sensual. As amigas ajudaram e foi preciso uma dose extra de coragem. “Posso dizer que tive um momento de ansiedade muito forte [antes do ensaio]. E comecei a chorar muito. Eu tremia e chorava ao mesmo tempo. Aí falei com as minhas amigas, todas me acompanharam, me ajudaram nesse processo. Eu não tinha um real motivo para estar chorando, mas questionava o quanto eu estava fazendo algo que talvez aqueles que me chamaram de gorda e feia um dia concordariam, aprovariam”, relata.

O resultado para Thaíssa, no entanto, foi um desabrochar.“Foi um momento muito importante da minha vida, onde eu percebi a importância de gostar de mim. Claro, não posso fazer uma apologia a ser obesa. Porque eu não acho que ser obesa é uma coisa que precisa ser defendida a unhas e dentes, como algo natural. Não acho que é. Acho que ser obesa traz muitas dificuldades, problemas de saúde para as pessoas. O peso machuca, ele é uma doença. Não vou falar em normal, porque não é uma questão de ser normal ou não. Mas é uma questão de quanto a gente sabe que a pessoa obesa pode adquirir muitas doenças que não teria se não tivesse esse peso todo. Mas ao mesmo tempo, acho que ninguém que é obeso pode se sentir marginalizado, sabe? Eu acho que as pessoas têm que poder gostar e exigir respeito. Porque não tem outra possibilidade, eu não sou feia e ninguém é feio por ser obeso. E ninguém pode aceitar ser tratado desse jeito”.

Por que as mulheres querem se ver?

Responsável pela transformação de Thaíssa, a fotógrafa Carla Zigon, conta que muitas mulheres chegam até ela por questões de autoestima, algumas encaminhadas por psicólogos, buscando se ver com os próprios olhos e não com os olhos dos outros. Várias delas, inclusive, dizem que não são “vistas” pelo marido e casos de separação após os ensaios fotográficos não são raros.

O projeto “Fotografia de Mulher”, de foto boudouir, começou logo após a conclusão da faculdade de Relações Públicas. Ela conta que a questão não é só reacender a chama do casamento, mas também uma “atitude” para si, para relativizar a autoimagem. “Teve uma cliente que teve uma transformação de vida, ela me procurou por indicação de uma pessoa que estava fazendo terapia e disse ‘olha tu tem que te enxergar, tu é linda e não te enxerga’. Ela postou as fotos e as pessoas começaram a elogiá-la. E ela disse ‘peraí, eu sou bonita, as pessoas me veem de uma maneira que eu não estou me vendo e meu marido também não me enxerga dessa forma’. Decidiu, então, se separar do marido. E não foi a primeira, conforme Carla. “Isso acontece. Existe de tudo. Não que as minhas fotos vão separar as pessoas, mas estou dizendo que elas vão ter um encontro com elas mesmas”, revela a fotógrafa, que costuma fazer as fotos em hotéis, acompanhada de um staff de cabeleireiro e maquiadores e figurinos, se a cliente assim preferir.

O processo, contudo, começa bem antes, com Carla conhecendo as mulheres em um primeiro momento em um café. “Eu preciso falar e olhar para a pessoa”, explica, reforçando que é necessário encontrar conexão com as fotografadas, que depois da sessão de uma tarde inteira recebem uma foto-revista, com imagens em diversas poses. “Essa coisa de mundo virtual não funciona pra mim. Quando eu vejo que elas estão postando as fotos do ensaio [as clientes, nas redes sociais], e vejo que teve trabalho naquela foto, teve pensamento. Pô, pra mim é emoção. Sou apaixonada pelo meu trabalho. Eu tenho brilho no olhar, eu adoro pessoas com brilho no olhar, isso me encanta. Me aproxima muito das pessoas quando isso que eu vivo aqui é maravilhoso, deu certo. Quando ‘fechou todas’, a gente se completa”, diz Carla, que faz workshops como professora sobre foto bodouir e também atende empresas in company. “É uma coisa que está se desenvolvendo e eu tô fascinada porque eu adoro dar aula, adoro falar com as pessoas, eu adoro ensinar, eu acho que o ensino transforma e eu adoro modificar a vida das pessoas”, complementa.

Carla conta que o espelho não mostra tudo. “Ele não revela. Elas precisam se ver a partir de outros olhos [a fotografia bodouir]. Precisam de outros olhos que enxerguem elas. E tem uma diferença pelo fato de eu ser mulher. Então, uma das coisas mais reais é que não julgo nada do que está acontecendo ali e elas percebem isso”, diz Carla, que vem de uma família essencialmente feminina, com cinco irmãs. “Elas se revelam, se transformam. Houve mulheres que chegaram tímidas na sessão e viraram quase umas ‘putas’, elas se transformaram de tal forma que os maridos às vezes vêm falar comigo. Não são todas que fazem as fotos para os maridos. Mesmo as casadas, fazem pra si, elas querem se olhar. Isso é a maioria”, salienta.

“Sou apaixonada pelo meu trabalho. Eu tenho brilho no olhar, eu adoro pessoas com brilho no olhar, isso me encanta. Me aproxima muito das pessoas quando isso que eu vivo aqui é maravilhoso, deu certo. Quando ‘fechou todas’, a gente se completa”.

Carla Zigon, fotógrafa, 41 anos

Números não mentem, mercado plus size cresce

Os números comprovam: segundo dados do IEMI – Inteligência de Mercado, existem 19.439 empresas que produzem moda feminina e 30,4% delas produzem plus size (tamanho a partir de 46) feminino e quando o assunto é moda masculina, 19,8% das 14.339 empresas existentes atuam no plus size. “Ainda é um segmento pouco explorado, tanto por lojistas quanto pelos designers e produtores de roupas. Isso, porém, já está mudando, pois existe uma demanda mal suprida de consumidores desejosos por serem tratados como tal”, analisa Marcelo Prado, diretor do IEMI, em entrevista ao jornal O Globo.

Apesar da crise que afeta não só o mercado da moda como a economia, plus size é um segmento que tem crescido bastante. Ainda de acordo com o IEMI, em 2016, a produção de vestuário plus size cresceu 2,9%, com o plus size feminino crescendo 3% e o masculino 2,6%, em relação à produção do vestuário adulto em geral, que caiu 1,5% em relação à 2015. Em 2018, enquanto outros setores da economia registraram prejuízos e queda na produção, o mercado de vestuário para tamanhos acima do 46 movimentou R$ 7,2 bilhões, registrando crescimento de 8%, segundo dados da Associação Brasileira de Plus Size (ABPS). E não há como ser diferente. Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde em 2017 mostra que 110 milhões de brasileiros adultos (54% da população) têm sobrepeso.

Nas redes sociais existem vários grupos atuantes de mulheres gordas também, como prova de um movimento social. É o caso, no Instagram (@theworldbyjunie), da fotógrafa Junie Conceição, que fez o ensaio “Borboletas”, onde inclusive Pri Chagas fez parte. No Facebook, outro exemplo,  existe o grupo de ajuda “Baleia, com mais de 4,5 mil membros dispostos a discutir gordofobia, empoderamento, ajuda, acolhimento e militância.

Texto de Tatiana Bandeira, mulher, jornalista, gorda e feminista.

Ficha Técnica Fala Feminina
Texto: Tatiana Bandeira
Design: Lívia Pinent
Coordenação Geral: Fatima Torri

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