Neste período inédito e cheio de incertezas, os papéis que as marcas desempenham se tornaram ainda mais imprescindíveis para a sociedade. Se, mesmo no passado, era difícil isentar-se de cenários sensíveis e delicados, agora é impossível. O novo momento trouxe à tona a necessidade de resgatar e fortalecer valores mais verdadeiros por parte das empresas. O momento exige coletivismo, empatia e tomadas de decisões certeiras. As corporações estão sendo desafiadas a colocar as suas promessas em prática – é preciso estar pronto.

Muito se fala de propósito, mas é essencial parar e analisar o que realmente a marca fez ou está fazendo para amenizar ou colaborar com a situação. Que legado a organização deixará após este período de imprevisibilidade? Essas são as questões presentes em tempos pandêmicos. O discurso da área de comunicação, em todos os pontos, precisa ser coerente com as atitudes que a empresa está tomando.

Nas redes sociais e no atendimento ao cliente, o imediatismo virou lei. Interagir com comentários de seguidores na fan page do Instagram, por exemplo, é algo que se tornou rotineiro, mas ainda estamos passando por uma evolução nas mídias. Os consumidores exigem respostas antes mesmo das perguntas. As empresas precisam estar prontas para essas situações. 

No início da pandemia, o case da influenciadora Gabriela Pugliesi foi um ótimo exemplo de como as marcas enxergam parceria e oportunidades de fortalecer uma comunicação, mesmo na crise. As marcas que patrocinaram a influencer foram, imediatamente, cobradas a tomar uma posição, já que a atitude da colaboradora  foi fora do senso comum. As empresas não só tiraram Pugliesi do portfólio como reforçaram, em suas próprias redes, que não concordavam com a atitude. Outro exemplo: logo que foi iniciado o isolamento social, houve uma pressão silenciosa para que as marcas tomassem decisões diante das medidas de flexibilização, como trabalho em regime de home office, preocupação com a segurança dos funcionários, mobilização e organização de caixa, ações institucionais, entre tantas outras atitudes.  

O papel das marcas, a partir do que estamos aprendendo com a Covid-19, deverá ser cada vez mais  responsável, atualizado, humano, significativo e ágil frente ao contexto que se apresenta. A Fatto Comunicação, como gestora de reputação de grandes empresas, dá algumas dicas e levanta algumas questões para reflexão:

– Avaliar se o propósito da empresa é fidedigno às suas atitudes e ao que é divulgado para a imprensa.

– Pesquisar o que está acontecendo no mercado e tentar antever situações complexas ou de crise.

– Aliar-se sempre a parceiros e a fornecedores que tenham objetivos e mindset em comum.

– Manter os porta-vozes das empresas preparados para situações adversas.

– Ser transparente com o público interno sobre o que está acontecendo, por mais difícil que seja o panorama.