No último artigo nós falamos sobre como escolher um influenciador digital a partir do seu nicho de mercado. E hoje entramos em mais uma camada desse complexo trabalho de relacionamento: quais os tipos de influenciadores lhe interessam e vão fazer o melhor trabalho com a sua marca?

Mas antes de entrar na estratégia, vamos ficar com os conceitos-base: quais são os tipos de influenciadores digitais. Separamos uma lista com 6 tipos de influenciadores para ajudar você no seu planejamento.

Tipos de Influenciadores

1. Jornalistas

Como nós já falamos em um artigo anterior, os jornalistas fazem parte de um primeiro grupo de influenciadores que as equipes de relações públicas e assessoria de imprensa já faziam contato há muitas décadas como públicos de interesse. Com as redes sociais, os jornalistas se tornaram também influenciadores digitais. Alguns, inclusive, abandonaram a grande mídia e criaram os seus próprios portais online, e construíram uma nova carreira em torno do seu próprio nome enquanto veículo de comunicação.

2. Celebridades da Grande Mídia

As celebridades também são do grupo dos influenciadores raiz, desde antes do tempo das redes sociais. Identificar celebridades da sua região, atores e atrizes, modelos, apresentadores de TV e pessoas colunáveis no geral é prática recorrente nas estratégias de Relações Públicas. O que mudou com as redes sociais foi a força e o alcance desses públicos. As grandes celebridades da mídia tradicional que se adaptaram às redes conseguem contratos publicitários na casa dos milhões de reais porque trazem consigo o alcance da mídia em que elas atuam, somada à confiança e autoridade associadas a este meio mais tradicional. Claro que com a passagem das gerações essas noções mudam, afinal os mais jovens hoje confiam tanto num ator da Globo como num Youtuber. Mas a geração anterior ainda é mais resistente. Por isso a dica é sempre: conheça o seu público. Em quem ele confia?

3. Celebridades da Internet

As redes sociais proporcionaram esse fenômeno social incrível que é o das celebridades da internet. Eles estão no grupo dos nativos digitais, ou seja, iniciaram no hall da fama pelas redes, não migraram de outras plataformas. Mas, hoje, já conseguimos notar como alcançam outros canais, no caso, de celebridade digital para celebridade de grande mídia. Pessoas independentes dos grandes grupos de mídia que viralizaram na internet e se tornaram tão grandes como àqueles que aparecem na TV (ou até mais). Essas pessoas tornam-se tão famosos que as suas vidas são acompanhadas pelas revistas de celebridades, a exemplo da ampla cobertura do casamento de um youtuber recentemente vista. Há 5 anos você imaginaria isso?

As maiores celebridades da internet estão normalmente relacionadas ao Youtube, mas no Instagram e no Twitter também há muitas. Algumas têm o seu próprio portal online como forma de monetizar o conteúdo fora das redes de terceiros.

Assim como as celebridades da mídia tradicional, esses perfis cobram valores na casa dos milhares ou milhões (no caso de celebridades internacionais). Mas também possuem um alcance impressionante. O único porém, estrategicamente falando, é que o engajamento pode ser baixo devido ao grande volume. São personagens que vendem bem, mas não necessariamente criam um relacionamento com a marca que se estenda aos seguidores.

4. Influenciadores por Autoridade

São aqueles especializados em determinados nichos de assunto e que são especialistas nesse determinado universo. Podem, ou não, ser profissionais formados na área, como as influenciadoras de moda e beleza. Há muitas designers, maquiadoras, fotógrafas e etc. Mas também existem nomes fortes e com autoridade que nunca estudaram o assunto mas ganharam notoriedade pelo seu senso estético e anos de prática, o que as tornam profissionais em certo nível.
Outras áreas que possuem milhares de influenciadores por autoridade: Gastronomia, Viagens, Nutrição, Fitness, Maternidade, Decoração, Finanças, Games, e mais.

A chave para encontrar esses influenciadores é o próprio conteúdo, feito com técnica e muita habilidade. São influenciadores que não divulgam apenas o nome da marca e mostram produto, eles realmente usam, vivem a experiência, e comentam em cima do conhecimento acumulado que eles têm. E esta relação gera muito mais engajamento do que uma exposição superficial.

5. Microinfluenciadores

Os microinfluenciadores constituem um novo tipo de perfil no qual devemos prestar atenção enquanto marcas. São pessoas com um alcance menor do que os perfis de autoridade, mas que ainda assim têm uma boa taxa de engajamento entre o seu nicho.

O que isso significa? Que são perfis – no Instagram, Twitter, ou até canais pequenos no YouTube – com um número médio baixo de seguidores, mas que são grandes em engajamento. E isso pode ser bastante benéfico para a sua marca.

Com menos de 5mil seguidores reais, os microinfluenciadores criam um conteúdo legítimo e bem trabalhado que pode engajar e converter mais do que uma campanha baseada só em perfis gigantes. Por vezes, compensa mais investir em 100 microifluenciadores do que em 1 celebridade. E mais: são a melhor opção para uma campanha local ou regional, pois vão falar diretamente com o público-alvo. Visto que os principais influenciadores são de grandes centros, como as capitais São Paulo e Rio de Janeiro, a estratégia de utilizar microinfluenciadores para clientes que pensam em ativações de bairros ou cidades menores é certeira!

6. Público Interno

Sim, o seu público interno pode ser um excelente tipo de influenciador para apostar, afinal ele conhece por dentro a marca, domina o produto, e é uma fonte confiável. Por mais que a audiência possa questionar a posição enviesada desse tipo de influenciador, por outro lado ela também está curiosa pelos bastidores “de verdade”. E também, vamos combinar, que parece estranho se os seus colaboradores não usam o seu produto…

Cuidado para não criar conteúdo forçado aqui entre os seus colaboradores. Escolha aqueles que têm o perfil influenciador, que naturalmente já compartilham coisas da marca e que têm algum engajamento nas redes para além da audiência interna. Também é interessante criar dinâmicas que incentivem os seus demais colaboradores a criarem conteúdo. Eventos, testes de produto, momentos de convivência entre colegas…tudo isso é conteúdo rico e pode chegar no seu consumidor final.

Agora que conhecemos melhor os tipos de influenciadores, podemos pensar em ações específicas para criar com cada um deles. No próximo artigo vamos contar algumas das campanhas que fizemos por aqui na Fatto e quais os resultados que tivemos.

Spoiler: foram ótimos! Acompanhe!