O economista reuniu cerca de 450 pessoas interessadas em ouvir seus prognósticos sobre o mercado imobiliário no Teatro da Unisinos na noite da última terça-feira, 20 de fevereiro. Os jornalistas Rodrigo Lopes, da Zero Hora, e Thiago Copetti, do Jornal do Comércio, conversaram com o palestrante. 

Durante o evento, Ricardo Amorim explicou porque aposta na retomada dos lançamentos do mercado imobiliário. “O Brasil tinha dois problemas macroeconômicos que foram resolvidos no governo Temer: inflação e contas externas”. Ele destacou que quando a inflação cai, os juros não precisam mais ser altos, e a consequência é que os juros no Brasil caíram para o patamar mais baixo da história.

Segundo Amorim, o outro problema, das contas externas, provém do desequilíbrio da balança comercial, que é quando o país para de produzir os produtos em território nacional e passa a trazer de fora. “As pessoas perderam emprego e poder de compra, as empresas pararam de vender e foi gerado um círculo vicioso que jogou o Brasil em recessão”. Entretanto, ele afirma que nos últimos três anos o Brasil teve o maior superávit da balança comercial da história, o que significa que esse segundo problema está resolvido.

Para Amorim, assim que a questão das contas públicas for solucionada, “vai chover dinheiro de gringo por aqui e, isso acontecendo, teremos mais emprego e mais consumo”. De acordo com o economista, os estrangeiros olham para o Brasil como uma das poucas opções de país no mundo com duas características: tamanho de mercado e potencial de crescimento. Assim, as empresas terão mais poder de investimento, contratarão e as pessoas voltarão a consumir. O palestrante diz que isso impacta o setor imobiliário, e que em 2019 teremos a retomada dos lançamentos.

O CEO de vendas da Cyrela Goldsztein na regional Sul, Rodrigo Putinato, reforça o argumento de Amorim e afirma que as vendas em janeiro deste ano representaram mais do que o dobro do melhor mês de 2018, novembro.