Fátima Torri – Diretora da Fatto Comunicação

CEO, Founder, Head, Lead, Analyst, Assistant…. e a agência de comunicação corporativa. O que não faltam são nomes e caixas para deixar bem claro qual o papel de cada um dentro da organização. Ou não.

Em plena era em que homens e robôs se fundem num futuro nada longínquo, ainda estamos cheio de dedos preocupados em gerir vaidades, normas e protocolos hierárquicos.

Imaginem trabalhar a comunicação em super velocidade de fechar jornal, como nos é exigido, administrando o just in time das informações, enquanto somos regidos pelos cargos que antecedem ao bom senso, as boas práticas e a busca de resultados. Quem não tem poder de decisão cumpre normas, só que os protocolos não funcionam na velocidade da comunicação. Esse processo tem que ser rápido e não pode obedecer a egos e vaidades. Se precisa aprovar com o coordenador, que valida com gerente, que por sua vez deve passar ao diretor até chegar no Presidente, não é difícil prever que até o final desse telefone sem fio, já caiu a pauta.

É aqui que a comunicação se verga à total falta de objetividade. Velhos jeitos dormitam ao lado dos novos e urgentes modelos de gestão da comunicação e do marketing.

Observo a atuação dos profissionais das áreas de comunicação e marketing e percebo que ainda perdura a necessidade de agradar aos de cima. Não ferir suscetibilidades. Não falar as coisas como são e atender aos protocolos que servem para manter culturas velhas e erráticas.

Esse é um dos grandes desafios das empresas de comunicação corporativa, que precisam renovar seus produtos, a linguagem da sua comunicação, mas enfrentam culturas rígidas de seus clientes.

Enquanto as empresas utilizarem os velhos mecanismos, a tecnologia e os novos métodos funcionarão a reboque. Fazer cursos em Harvard, ir ao Vale do Silício, e voltar para práticas antigas e culturas defasadas, é no mínimo um contrasenso.

É preciso abrir espaço horizontalmente para a inovação e a criatividade. Confiar nas agências de comunicação corporativa que trabalham para que os seus clientes sejam percebidos no mercado: essa deve ser a norma.

Nada em comunicação é irreversível.

Vamos mudar esta cultura juntos?