Incertezas geradas pelas eleições impactam intenção de consumo dos gaúchos

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Indicador medido pela Fecomércio-RS cresceu 5,3% em agosto

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), indicador avaliado mensalmente pela Fecomércio-RS, está fechando o mês de agosto em elevação de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Aos 77,9 pontos, o resultado da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (24) indica que, se por um lado a estabilidade econômica, especialmente nos preços, vem permitindo a manutenção do consumo, por outro, a fraca geração de emprego prejudica uma retomada mais intensa das famílias ao consumo. “O período pré-eleitoral gera muitas incertezas no cenário econômico, fato que leva ao adiamento dos investimentos e, em menor proporção, na dinâmica do consumo”, pontua o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

O indicador que mede a segurança com a situação do emprego deixou o patamar otimista em agosto, permanecendo próximo da neutralidade ao atingir 99,1 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2017, houve retração de 10,9%. O dado evidencia que as famílias gaúchas estão deteriorando sua percepção em relação ao mercado de trabalho, embora este venha apresentando reação tímida com a geração de postos informais e por conta própria. “Há uma perspectiva de que este cenário se altere após as eleições e com proximidade das festas de fim de ano”, afirma Bohn, destacando que a intensidade dessa mudança dependerá do resultado das urnas.

A avaliação quanto à situação de renda atual alcançou 91,3 pontos em agosto, alta de 12,6% em relação a agosto/2017. A percepção das famílias quanto à sua renda segue melhorando, especialmente após o pico inflacionário ocorrido com a greve dos caminhoneiros. A taxa inflacionária no mês está próxima do indicador perseguido pelo Banco Central, de 4,5% ao ano.  Apesar dos reajustes de serviços como energia elétrica e tarifas de transportes, essa evolução de preços não tem afetado fortemente o orçamento das famílias.

O indicador referente ao nível de consumo atual registrou em agosto 85,8 pontos, uma elevação significativa de 64,7% na comparação interanual, atingindo alta pelo sétimo mês consecutivo. O componente de facilidade de acesso ao crédito ficou em 50,7 pontos em agosto, redução de 33,5% sobre agosto/2017. De acordo com a pesquisa, as instituições que ofertam crédito estão mais cautelosas por conta do cenário instável e da lenta retomada do mercado de trabalho. Esse movimento acaba refletindo no pessimismo das famílias gaúchas. Em relação ao momento para o consumo de bens duráveis, o ICF apurou uma elevação de 12,1% em agosto sobre o mesmo mês de 2017, chegando a 59,0 pontos.

Em relação às expectativas das famílias do Rio Grande do Sul, o indicador de perspectiva profissional caiu 3,5% em agosto sobre o mesmo mês de 2017, alcançando 73,2 pontos. O resultado confirma que o ano eleitoral reflete de forma negativa no movimento de recuperação do mercado de trabalho. Já nas perspectivas de consumo, houve alta de 17,9% na comparação interanual, atingindo 86,3 pontos.

2018-08-31T16:50:49+00:00 31/08/2018|Fecomércio-RS|